Mineração de criptomoedas - Entenda como funciona e sua relação com o meio ambiente

A mineração de criptomoedas é o nome dado ao processo de validação e inclusão de novas transações na blockchain, enorme banco de dados público que registra o histórico de movimentações dos usuários.


Em outras palavras, a mineração é a responsável por colocar mais criptomoedas em circulação, assim como faz um banco central ao “imprimir” dinheiro. A diferença é que, no caso de moedas digitais como o Bitcoin, não há uma autoridade gerenciando o processo – tudo é regido por algoritmos. O algoritmo do Bitcoin, por exemplo, é chamado de Proof of Work (Prova de Trabalho). Esse protocolo estabelece os passos para o funcionamento do sistema, como o que fazer quando uma transação é realizada, como estruturá-la em determinado formato e como deve ser a validação e a organização dela.


Quando o usuário envia uma criptomoeda ou partes dela para outra pessoa, essa transferência fica registrada na blockchain dentro de um bloco semelhante a um cofre. Esse bloco, assim que fica cheio de transações de vários usuários, precisa ser “selado” com um identificador, que funciona como um cadeado. Na ciência da computação, isso é chamado de hash.


Quem coloca a hash no bloco (ou o cadeado no cofre) são os mineradores – nome das pessoas e empresas que usam seus computadores para ajudar a manter todo o sistema. Em troca, eles recebem criptomoedas de recompensas.

Para encontrar a hash correta de um bloco, no entanto, os mineradores precisam resolver complexos problemas matemáticos. Isso não seria um bicho de sete cabeças, visto que tudo é feito por meio de hardwares e softwares. A grande questão é que, com a popularização do BTC, vários mineradores tentam encontrar a solução ao mesmo tempo, deixando o processo super competitivo. Portanto, quanto mais pessoas tentam minerar, mais poder computacional é necessário para se encontrar a solução.


Depois que um minerador finaliza o cálculo e acha o resultado, ele apresenta para toda a rede. Se os outros membros disserem “ok, está correto”, o novo bloco é adicionado à cadeia. Depois disso, começa uma nova competição pela verificação do bloco seguinte, e assim por diante.

Qual a relação entre a mineração de criptomoedas e o meio ambiente?

Para manter a rede do Bitcoin funcionando e receber unidades da criptomoeda como recompensa, mineradores precisam de equipamentos sofisticados, que gastam muita energia elétrica. Boa parte das outras criptomoedas também depende de hardwares e consumo de eletricidade.

A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estima que o processo de mineração do BTC (Bitcoin) consome cerca de 114 terawatt-horas (TWh) por ano. Esse gasto é maior que o registrado por países como Paquistão (103.5 TWh) e Holanda (111 TWh). Além disso, esse montante representa 25% do consumo total de eletricidade no Brasil.

O ponto, no entanto, não é o gasto energético em si da energia, mas sua fonte geradora. Cerca de 60% dos mineradores utilizam combustíveis fósseis, e apenas 40% se valem de fontes renováveis. A pegada de carbono (quantidade de CO2 emitido) de uma única transação de BTC, segundo a plataforma de pesquisa Digiconomist, equivale a 2.045.755 transações VISA ou 153.838 horas assistindo no Youtube”.

Criticados por diversos setores, os mineradores começaram a se movimentar para encontrar formas de deixar o BTC menos poluente. Em maio de 2021, quando Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, criticou o processo de mineração da moeda digital, participantes do setor criaram o Bitcoin Mining Council (BMC), um grupo cujo objetivo é deixar a mineração mais sustentável.

Em outubro de 2021, eles divulgaram que os integrantes do mercado vêm aumentando cada vez mais o uso de energia limpa: “Estima-se que o mix de eletricidade sustentável da indústria de mineração global cresceu para aproximadamente 57,7%, durante o terceiro trimestre de 2021, um aumento de 3% em relação ao segundo trimestre de 2021, tornando-o um dos setores mais sustentáveis globalmente”.

Importante ressaltar que o BTC, apesar de gastar anualmente mais energia que alguns países, utiliza menos da metade da eletricidade consumida pelo sistema bancário tradicional (263.72 TWh) e pela indústria extração de ouro (240.61 TWh). O dado foi publicado em maio de 2021 em um estudo da Galaxy Digital.


Fonte: CNN Brasil, Forbs, Infomaney


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